sábado, 25 de maio de 2013

#VetaDilma

Mas como é que fui me meter nesta canoa furada?

#vetadilma
Bem, a Dilma não vetou

Dia 23 de novembro de 2012, 21 horas. Estava checando a caixa de e-mails e notei que havia um perguntando se eu estaria disponível para uma apresentação. Não havia maiores detalhes, mas como a mensagem era de um amigo e eu estaria de bobeira no horário, dei meu nome para o tal "evento" misterioso.

Estamos combatendo os inimigos corretos? (Fonte: Internet)

E foi desse jeito, de pára-quedas, que me vi embarcando rumo à Avenida Rio Branco, com a cuíca a tiracolo, para me juntar aos vários colegas das outras escolas de samba do Rio de Janeiro para protestar contra a divisão dos royalties.


Não pretendo discutir aqui a situação dos royalties, já que não sou analista político ou algo do gênero, mas também não me furtarei de dar minha opinião (lembrando sempre que opinião sempre é algo muito pessoal e cada um tem a sua). É uma questão muito delicada, mas o fato é que os estados produtores têm ganho muito dinheiro com isso e, honestamente, não tenho visto muitos benefícios para a população, dada a quantidade astronômica que eles recebem. Quem já esteve em Macaé ou Campos dos Goytacazes sabe do que estou falando. Cidades com verbas gigantescas que, em vários aspectos, deixam muito a desejar. Para encurtar a conversa, ouvi certa vez de um amigo uma frase muito interessante: "O Rio é um estado de frente para o mar e de costas para o Brasil" - fez sentido para mim e é assim que penso, mesmo sendo carioca.


Independentemente disto, o fato é que a ideia de diversos ritmistas serem utilizados como massa de manobra me incomodou muito. Cabe dizer também que a maioria ali presente não enxergava desta maneira e estava muito satisfeita de apoiar o governo do estado nesta empreitada. Aceito, entendo e não discrimino. Cada um sabe de si e tem suas motivações, não?

Independentemente da causa, o fato dos ritmistas de várias escolas se unirem é um exemplo  (Fonte: Internet)

O que posso depreender desta história? Não fiquei muito tempo lá, pois estava chateado em participar daquilo e fui embora o quanto antes. Havia artistas, músicos, desempregados, mendigos, empresários, autônomos, enfim, gente de todo o tipo, que, acredito eu, lutava por um mesmo ideal. Ou não, como diria Caetano Veloso.

 (Fonte: Internet)

Para mim, sempre que ocorre uma manifestação deste tamanho que é capaz de arregimentar tanta gente, fica a pergunta "Por que um protesto armado pelo governo atrai tanta gente? Por que não somos capazes de protestar contra este mesmo governo?"

 (Fonte: Internet)

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